Olá, amigos!
No artigo deste mês, vou compartilhar com vocês os resultados de uma pesquisa realizada pela empresa inglesa Doctors.net junto a 4.000 usuários que utilizam o seu Portal de Informações Médicas naquele país.
Muitos podem perguntar: o que o resultado de uma pesquisa realizada na Inglaterra pode trazer de tendência para a utilização do marketing online no Brasil? A resposta é simples: os médicos europeus, assim como os norte-americanos, estão mais habituados e familiarizados com a internet e suas soluções do que os médicos latino-americanos.
Por motivos que vão desde o modelo de promoção médica, passando pelas facilidades tecnológicas, este resultado aponta uma tendência mundial que já está refletindo em países emergentes.
Na pesquisa, 93% dos médicos pesquisados responderam que possuem acessos à internet em suas casas. Destes, 87% possuem também em seus consultórios.
Em linha, 35% dos médicos pesquisam informações científicas diariamente. Quando perguntados se acessam as mesmas informações ao menos três vezes por semana, este número sobe para 48%.
Quando perguntados sobre as principais fontes de pesquisa, em primeiro lugar aparecem os sites de busca (63%), seguidos pelo Wikipedia, com 48% dos acessos. Os portais médicos aparecem com 42% e os sites de relacionamento, apoiados pela indústria farmacêutica, fecham os principais números com 22%.
De que forma estes médicos acessam a internet? As respostas são: 89% através de notebooks ou desktops (computadores pessoais). Os smartphones aparecem em segundo lugar, com 23%, seguidos pelos tablets com 7% dos acessos.
Quando o assunto foi conteúdo, os médicos pesquisados apontaram os cursos médicos online como principal interesse, com 87%. Os artigos científicos, casos clínicos e demais notícias médicas hospedadas em portais de conteúdo aparecem em segundo lugar, com 49%, seguidos por fóruns e webmeetings, com 18%.
O que mais você valoriza na comunicação online? Esta pergunta foi direcionada somente ao grupo que respondeu que utiliza a internet como mais um canal de comunicação. As respostas foram analisadas e divididas em cinco grandes grupos, conforme segue:
- Conveniência (tenho contato com os assuntos que me interessam no momento que julgo adequado ou que reservo para os meus estudos): 78%;
- Praticidade (forma rápida para obter informações, independentemente de onde estou): 58%;
- Conhecimento (forma rápida de obter novas informações, inclusive de laboratórios farmacêuticos): 45%;
- Alcance (através de fóruns de discussão, e-learning, comunidades científicas online, podemos discutir temas diversos, contando com um número de médicos que, dificilmente, estariam juntos pessoalmente): 38%;
- Gerenciamento de Informações (médicos que já utilizam a internet como fonte de pesquisa sobre dados de seus consultórios, pacientes, locais de trabalho, agendas compartilhadas etc.): 27%.
Para finalizar este artigo, apresento algumas considerações apontadas pela empresa responsável pela pesquisa como tendência para os próximos anos:
- aumento da comunicação digital, utilizando canais já conhecidos como portais médicos, campanhas de e-mail marketing, sites de relacionamento médicos, redes sociais etc.;
- microsites que tratam de assuntos específicos, relacionados a doenças e tratamentos. Esta é uma forma apontada para segmentação de médicos e profissionais interessados em determinados assuntos (marketing de nicho);
- comunicações digitais, passando desde o webmeeting convencional até as aulas médicas, grupos de discussão, chats etc.;
No artigo do próximo mês, voltaremos a discutir este novo perfil Médico, em especial sobre o perfil do médico brasileiro.
Abraços.
Antonio Faggioni
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