Marketing Médico: perguntas e respostas.





Olá amigos.

No artigo deste mês, vamos discutir sobre a Promoção e Publicidade Médicas.


Recebo diversos e-mails questionando o que pode e o que não pode ser utilizado pelos profissionais de saúde, consultórios e clínicas médicas. Pesquisando sobre o tema, preparei um breve resumo com algumas destas perguntas e respostas.



O que é Marketing Médico?


São ações para promover a imagem dos profissionais de saúde, seus consultórios e clínicas, sempre em benefício dos pacientes.  Toda e qualquer ação deve sempre ser pautada pelo Código de Ética Médica e seguir as resoluções do Conselho Federal de Medicina.




A Publicidade Médica

Sempre com o objetivo de orientação educativa e obedecendo aos princípios éticos regidos pelo Código de Ética Médica, a publicidade médica pode ser um importante aliado na promoção profissional.

IMPORTANTE: Não é permitida qualquer promoção que vincule descontos em tratamentos, parcelamentos de honorários ou ofertas de brindes. Todas estas ações são proibidas por oferecerem vantagens pecuniárias.


A Publicidade sobre Tratamentos Médicos

Sempre deve estar de acordo com a disciplina dos órgãos de fiscalização profissional e governamentais competentes e precisa mencionar a direção médica responsável pelo tratamento. Deve conter uma descrição clara, objetiva e adequada do caráter do tratamento, em linguagem simples.

IMPORTANTE: Não é permitida a divulgação de imagens ou depoimentos testemunhais prestados por leigos. Da mesma forma, não pode conter promessa de cura ou de recompensa para aqueles que não obtiverem êxito com a utilização do tratamento.


Entrevistas em Veículos de Massa (Rádio, TV, Sites Internet)

As entrevistas em veículos de massa podem ser realizadas, mas sempre com a conotação eminentemente de educar e esclarecer a comunidade e seus pacientes, ofertando o seu conhecimento a favor da saúde pública, obedecendo aos princípios éticos regidos pelo Código de Ética Médica.


Internet (Sites e Blogs)

Sempre com a conotação de oferecer conteúdo fidedigno, protegendo a privacidade dos cidadãos e respeitando as normas regulamentadoras do exercício ético profissional da Medicina, os médicos poderão utilizar-se desta poderosa ferramenta de comunicação e interação com os pacientes e a comunidade como um todo. As formas de utilização deste canal de comunicação são várias e podem englobar desde a prevenção de doenças, promoção de hábitos saudáveis, bem-estar, cuidados pessoais, nutrição, higiene, qualidade de vida, serviços de utilidade pública, até a solução de problemas de saúde coletiva.

IMPORTANTE: Pelas suas limitações e leis estabelecidas no Brasil, a internet não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnósticos clínicos, prescrições de medicamentos ou tratamentos de doenças.


Placas e Anúncios Luminosos na Parte Externa do Consultório

É obrigatório constar no corpo do anúncio dados referentes à inscrição no Conselho Regional de Medicina da jurisdição e o nome do profissional, bem como a divulgação da especialidade quando possuidor do título.

IMPORTANTE: é fundamental buscar informações sobre as leis locais quanto a tamanho e forma dos anúncios. Sugerimos consultar o órgão competente de cada município.


Na promoção e publicidade médica é terminantemente proibido anunciar:


  • A cura de doenças para as quais ainda não exista tratamento apropriado, de acordo com os conhecimentos científicos comprovados;
  • Métodos de tratamentos e diagnósticos ainda não consagrados cientificamente;
  • Especialidade ainda não admitida para o respectivo ensino profissional;
  • A oferta de diagnóstico e/ou tratamento a distância;
  • Produtos protéticos que requeiram exames e diagnósticos de médicos especialistas;
  • O exercício de mais de duas especialidades;
  • Demais atividades proibidas nos respectivos códigos de ética profissional.


Abraços.

Antonio Faggioni

Os Profissionais de Saúde e as Redes Sociais na Internet






Olá, amigos!

No artigo deste mês, vamos comentar os resultados apontados pela terceira edição da pesquisa norte-americana “What Physicians Want”, realizada pela Publicis Touchpoint Solutions / Sermo, e que apresenta um cenário de como os profissionais de saúde tratam as redes sociais como uma opção de contato com os seus pacientes.

Pelos resultados apresentados, fica evidente que os profissionais pesquisados ainda não estão utilizando as redes sociais para se comunicar de forma direta com os seus pacientes.
Esta pesquisa consegue responder, mesmo que resumidamente, a grande questão sobre a utilização das redes sociais como comunicação entre os profissionais de saúde e seus pacientes.

Dos profissionais de saúde pesquisados:

- apenas 19% ​​utilizam o Twitter®. Em 2011, este percentual era de 22%, segundo a mesma pesquisa realizada naquele período;

- atualmente, os profissionais de saúde utilizam o LinkedIn®, Facebook® e Google Plus para uso pessoal e profissional (ver gráfico abaixo); 

- o LinkedIn mostrou o maior crescimento em utilização: saltou de 18% em 2010 para 40% na pesquisa deste ano.





Comunicação com Pacientes

Quando o assunto é a comunicação com os pacientes, os profissionais de saúde ainda preferem o telefone e o e-mail. Isso fica claro quando analisamos o gráfico abaixo.






Dos profissionais de saúde pesquisados, apenas 15% utilizam o Facebook® ou pretendem usá-lo em um futuro próximo para se comunicar com seus pacientes. Menos de 10% dos entrevistados usam ou planejam usar outras mídias sociais.

O resultado desta pesquisa aponta que o crescimento deste meio de comunicação é mais lento que o esperado.

Uma das explicações mais prováveis está diretamente relacionada ao receio de infringir a legislação vigente de cada categoria ou de expor o lado pessoal do profissional de saúde.

Por outro lado, os profissionais utilizam cada vez mais as comunicações por e-mail com os seus pacientes.

Certamente as redes sociais, blogs e outras formas de comunicação online criam novos desafios para a relação médico-paciente. Em algum momento, este modelo será mais uma opção de contato, mas ainda levará algum tempo.


Os Tablets

Fica claro o interesse dos profissionais de saúde entrevistados quando o assunto são os Tablets. A marca IPad® (Apple Inc.) é a mais citada.

Um dado interessante: 82% dos entrevistados querem ver "mais" ou "significativamente mais" o uso de Tablets nas promoções realizadas pela indústria farmacêutica e seus representantes de venda.

Quanto ao uso próprio, mais da metade (54%) já está usando Tablets para uso pessoal e profissional.  Dos 46% restantes, que ainda não usam, 30% planejam usar em um futuro próximo.

Fonte: Sermo Physicians Use Telephone, Eschew Social Media, to Communicate with Patients. Yardley, PA—April, 10— Publicis Touchpoint Solutions released the third edition of their What Physicians Want!

Abraços.


O que os Pacientes esperam dos Profissionais de Saúde (Parte 2)


As primeiras impressões

Mesmo que de forma substancial, os primeiros resultados já apontam claramente que os serviços ofertados pelos profissionais de saúde diferem de qualquer outro, em especial por ser a saúde um serviço de primeira necessidade.

Quando analisamos o real motivo da busca por um profissional de saúde, devemos entender que o momento vivido frequentemente é composto por uma combinação de problemas (doenças, diagnósticos, traumas, insegurança, reparação, estresse, dor, ansiedade, medo). No momento da eleição, o paciente depositou no profissional de saúde escolhido as esperanças de solução de seu problema. A escolha, por tudo que a cerca, não é simples e precisa ser suportada.

Devido a todos os fatores que envolvem esta relação, os serviços ofertados pelos profissionais de saúde são totalmente pessoais. Outros serviços não requerem tanto a presença física e emocional como os serviços de saúde. A dúvida diagnóstica, o plano terapêutico ou o procedimento podem fazer a grande diferença para a saúde de cada cliente.

A qualidade técnica, em um primeiro momento, é difícil de ser avaliada pelos clientes. Isso explica por que a competência técnica do profissional de saúde foi pouco mencionada nas respostas à pesquisa. Para eles foi muito mais fácil opinar sobre o modo como o profissional de saúde realizou o serviço que julgar a qualidade técnica. Os clientes podem sentir se o profissional de saúde está com pressa, preocupado, cansado, distante ou desinteressado.

Da mesma forma, podem sentir se o profissional está interessado em ajudá-lo, disposto a aplicar a sua técnica aliada à segurança, com respeito e calma para resolver a necessidade imediata: a sua saúde.

Em resumo, lembre-se que no primeiro contato o cliente julga mais os aspectos pessoais do que os técnicos. Embora a capacidade técnica de um profissional de saúde seja vital, também é importante demonstrar habilidades interpessoais, apontadas na pesquisa em questão. Melhorar a comunicação não verbal, escutar atentamente e compartilhar a informação com o cliente aumentam a percepção de qualidade dos serviços ofertados.


Algumas condições fundamentais para esta relação

CONFIANÇA: refere-se ao estado da arte que aplica nas práticas e procedimentos médicos. (Não se incomoda ante as perguntas dos clientes sobre a informação médica adquirida de outras fontes, independentemente de sua veracidade). É acessível aos familiares, cuidadores e colegas.

EMPATIA: faz contato visual com o cliente. Interpreta corretamente as comunicações verbais e não verbais. Reitera as inquietações, compartilha histórias e experiências pessoais importantes. Fala em um tom de voz agradável e tranquilo.

HUMANIDADE: usa um contato físico apropriado. É atento e está sempre presente. Mostra seu interesse em estar o tempo adequado com o cliente através de movimentos sem pressa. Ajuda-o a solucionar problemas não médicos. Faz perguntas sobre a vida, debate sobre os interesses pessoais. Utiliza o humor apropriado. Reconhece a família do cliente como ponto de apoio. Anota detalhes pessoais e recorda os mesmos em consultas posteriores.

FRANQUEZA: Não disfarça nem oculta informação. Não usa termos médicos que dificultam o entendimento. Explica, de forma clara e direta, os prós e os contras de cada tratamento. Solicita ao cliente recapitular a conversação para assegurar-se que foi compreendido.

RESPEITO: oferece explicação, escuta atentamente e não interrompe quando o cliente descreve seus sintomas. Oferece-lhe opções, mas também recomenda a realização do tratamento se necessário. Solicita a colaboração e a importância da aderência ao tratamento. Respeita o indivíduo durante a consulta.

MÉTODO: fornece explicações detalhadas e instruções escritas. Marca consultas por períodos adequados. Expressa ao paciente o interesse em consultar outros médicos ou fazer uma pesquisa bibliográfica nos casos mais complexos.

Na leitura do Paciente, temos o seguinte cenário de respostas e reflexões:

CONFIÁVEL: ele inspira confiança.

EMPATIA: ele demonstra compreender o que eu estou sentindo, tanto física como emocionalmente.

HUMANO: ele é compassivo e amável.

DIRETO e FRANCO: ele me explica em detalhes o que preciso saber.

RESPEITOSO: ele me fala seriamente e compartilha comigo seu trabalho.

METÓDICO: ele é diligente e dedicado ao meu problema.

Fonte: Fisher College of Business. The Ohio State University. Columbus, Ohio Mays Business School, TAMU System Health Science Center, Texas A&M University, College Station, Texas; Department of Family Medicine, Mayo Clinic College of Medicine, Scottsdale, Arizona; Mays Business School, Texas A&M University y Department of Obstetrics and Gynecology. Texas A&M University Health Science Center and Scott & White Clinic, College Station, Texas.

Abraços.

Antonio Faggioni
e-mail: antonio.faggioni@meuconsultoriominhaempresa.com.br
Twitter: www.twitter.com/antoniofaggioni
Site: http://www.meuconsultoriominhaempresa.com.br/

O que os Pacientes esperam dos Profissionais de Saúde (Parte 1)



Olá amigos.

Em primeiro lugar, desejo a todos um Fezli 2012 repleto de Saúde, Paz e Realizações.

No primeiro artigo deste ano, vamos refletir sobre o resultado de uma pesquisa realizada nos EUA com diversos Clientes (Pacientes), onde responderam sobre o atendimento oferecido por diversos Profissionais de Saúde. O interessante é que eles pontuaram o que mais os agradou e o que menos os agradou nesta relação.

Este material está diretamente ligado ao que discutimos mensalmente em nosso Blog: a relação entre os pacientes e os profissionais de saúde. Como tirar proveito e gerar valor agregado nesta relação?

Este artigo está dividido em 2 (duas) partes. Abaixo, segue a primeira.

O que os Clientes (Pacientes) esperam dos Profissionais de Saúde? (Parte 1)

Muito se fala sobre o novo momento da área da saúde em todo o mundo. A cada dia surgem novas tecnologias, novos tratamentos e um mercado cada vez mais amplo de opções para que o cliente (paciente) possa escolher entre os melhores serviços que atendam às suas necessidades e expectativas.

Nesta linha, busquei diversos estudos, artigos e pesquisas relacionados à expectativa que o cliente tem ao buscar um serviço na área da saúde. Utilizando esses materiais, preparei um resumo do que, a meu ver, interessa mais aos profissionais de saúde preocupados em agregar qualidade a seus serviços.

Recentemente, uma pesquisa realizada nos EUA apontou as condutas que influem na relação entre os clientes e os profissionais de saúde.

Já discutimos diversas vezes que hoje é fundamental entender que, em alguns casos, um atendimento adequado, o conhecimento da especialidade ou o modelo de serviços agregados não são mais suficientes para se destacar no mercado da saúde, cada vez mais complexo. É necessário oferecer mais, é preciso “encantar” o nosso cliente.

É claro que, para oferecer um serviço de saúde adequado e diferenciado, o profissional deve possuir habilidades técnicas e conhecimentos necessários para tal. Não adianta disponibilizar serviços de qualidade superior quando o que o cliente busca é a saúde. Ao aliar competências técnicas a um modelo de relacionamento e atendimento diferenciados, o profissional de saúde vai se destacar no mercado.

Como em qualquer profissão que envolva o contato entre pessoas, as habilidades de relacionamento dos profissionais de saúde são muito importantes para estabelecer relações fortes e confiáveis com seus clientes. A qualidade desta relação pode afetar não só as respostas emocionais, mas também a conduta e a evolução do quadro de uma doença, a aderência ao tratamento e a recuperação.

Os profissionais de saúde precisam motivar-se a melhorar as técnicas de comunicação, a qualidade no atendimento (antes, durante e após as consultas), ofertando valor à relação, transmitindo respeito e dignidade.

Durante as diversas pesquisas feitas para redigir artigos nesta linha de pensamento, deparei-me com estudos que falam dos aspectos da relação com o cliente. Muitos destes estudos evitam as recomendações sobre o comportamento dos profissionais de saúde nesta relação. Aí, a meu ver, falta justamente o ponto que o fará diferenciar-se dos demais.

O modelo da pesquisa e os primeiros resultados

Na pesquisa realizada nos EUA com 192 clientes, foi aplicado um questionário com cinco perguntas, a seguir:

1. Qual foi a sua melhor experiência na inter-relação com um Profissional de Saúde?
2. Qual foi a sua pior experiência na inter-relação com um Profissional de Saúde?
3. Pense em todas as pessoas com as quais você se inter-relacionou em um serviço de saúde (Consultório Médico, Pronto Socorro, Clínica, Hospital) além dos profissionais de saúde. Qual foi a sua melhor experiência na inter-relação com eles?
4. Na mesma linha da pergunta acima, qual foi a sua pior experiência na inter-relação com eles?
5. Se você pudesse fazer ou sugerir uma mudança para melhorar a qualidade de suas experiências vividas em cada uma das situações acima, o que e por que o faria?

Os resultados mostram que, segundo os clientes pesquisados, o profissional de saúde ideal é confiável, empático, humano, mantém um trato pessoal respeitoso e metódico.

As palavras dedicação, respeito e empatia foram apontados em mais de 85% das respostas que descreviam as melhores experiências.

As respostas sobre as piores experiências com um profissional de saúde refletiram exatamente o oposto das condutas desejadas, em especial a insensibilidade e a falta de respeito. Os problemas relacionados abrangeram, segundo os clientes que participaram da pesquisa, a arrogância do profissional de saúde no trato com eles, o desinteresse pelo indivíduo e a impaciência para responder as suas perguntas, principalmente quanto à doença e ao tratamento.

Abraços.

Antonio Faggioni
e-mail: antonio.faggioni@meuconsultoriominhaempresa.com.br
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